quinta-feira, 9 de julho de 2015



                   
 ComPLIcaDo  


Não sei o que se passa

Na cabeça dessa gente complicada,

Que sem dó e piedade,

Acaba matando aos poucos esta cidade.

Devagar destrói nossas florestas,

Aos poucos polui as águas,

Daqui a pouco

Ficaram sem respirar de verdade.

Complicadas são estas pessoas,

Que se esquecem que tudo

Que estão destruindo

É para nossa vida.

Complicadas são estas pessoas

Que descobrem tantas coisas,

Que fazem tanta evolução,

Que navegam pelo espaço
Sem pagar pedágio,

Mas que se esquecem de consertar

Esta mente humana complicada.

Porque são tão complicados,

Que não entendem que desse jeito

Nada sobrará, inclusive a humanidade.

Complicados...

segunda-feira, 22 de junho de 2015




SONHOS DE PALAVRAS



Não pense num mundo qualquer
Descubra aquilo que mereça ser descoberto
Viaje por todos os mares
Descubra a verdadeira poesia
Aquela que se esconde
Por de trás da colina
Aquela que um dia foi desconhecida.

A palavra é escrita
E junto à esperança de criar,
Os versos são perfeitos
Como um anjo a nos guiar
Iluminando os caminhos
Duros de andar.

Viaje pelo reino do saber
Descubra um mundo submerso
Lá estão escondidas,
As palavras da sabedoria,
Aquelas que transmitem a calma
E leva embora a melancolia.

Penetre pela natureza das palavras
Só elas podem levar-nos ao sonho
Da alma desterrada.
Ela deixa qualquer ser
Dentro de um sonho inerte
Transforma qualquer palavra
Em tudo que é eterno.

Espere até que o sonho seja descoberto
Juntamente com a alma da palavra
Tenha paciência e cautela,
Os sonhos são perfeitos
Estes caminham com as palavras
E não são soberbos.

Não prenda as palavras
Em uma única frase
Elas precisam ser escritas
Em todos os lugares,
Elas precisam estar sempre em contato
Com a alma humana.

Contemple as palavras
Abra a porta da eterna juventude
Descubra o mundo desconhecido
Da árvore da sabedoria
Entre no saber
E encontre a magia.




 autora: Joyce Silva





                                                              INDIFERENÇA


         O barulho dos carros, a agitação das pessoas, o corre-corre contra o tempo. Tudo e todos pensando na hora do almoço que já terminava, na prova de matemática, na reunião que começaria em poucos minutos, na conta de água que tinha vencido e que tinha esquecido de pagar. Tudo e todos agitados. Tudo e todos estressados, nervosos, inquietos, preocupados. Menos ela. Ela que com seu jeito simples e sereno, não se preocupava com o que as pessoas pensavam dela ou deixava de pensar. Apenas continuava os mesmos movimentos repetidamente.

         Mas as pessoas não ligavam para ela, ou melhor, nem percebiam sua presença. Estavam preocupados de mais com seus afazeres, com suas vidas que nem se quer tinham tempo de pensar em outras coisas. Em outras pessoas.

         E ela continuava ali. Ás vezes do seu pensamento surgia uma música que gostava. Gostava de cantar. Como gostava de cantar. Até tinha uma voz bonita, afinada. Cantar é bom, deixa o espírito mais leve. A música é capaz de transmitir muitas coisas, todos os sentimentos: amor, raiva, saudade.

         Todos os sentimentos.

         Resolveu parar um pouco. Sentia-se cansada. Sentou-se na beira da calçada. Dali via todos os carros, e de todos os modelos e anos. Que barulhão, motores ligados, buzinas, gritaria. Ai que poluição sonora!!!

         Levantou-se lentamente.

         Com os gestos tranquilos, suas mãos iam esfregando com um pedaço de sabão as poucas roupas que lavava. Nada de pressa! Nada. Afinal a água que escorria da sarjeta era pouca e lentamente ia enchendo o balde que ia servir para enxaguar as roupas. Sua vida pobre e humilde não lhe proporcionava o conforto de ter em casa água encanada. Seu pequeno quarto em que vivia, e que dividia com seus quatro irmãos, era o único refúgio que possuía nos dias de chuva, frio e até mesmo das noites escuras. Um quarto que abrigava uma família que lutava diariamente para uma vida mais feliz e sem tantos sofrimentos. Um quarto que acolhia sonhos... sonhos de ter uma casa grande, cheia de quartos, de ter uma cozinha, sala...Uma casa que teria uma geladeira farta...uma casa que teria um quintal para poder brincar. Mas aquele quartinho não tinha nada disso. Não tinha luxo. Nada de luxo.  Nada de dinheiro. Nada de conforto. Os dois colchões que ficavam no chão servia de cama, sofá, mesa para os 5 habitantes daquela casa. Nada de luxo... nada. Uma vida humilde e pobre, regrada de muito esforço. Todos os dias com suas roupas sujas seguia para a mesma rua e ali esperava ansiosamente a água que escorria pela sarjeta. Água essa que certamente alguém estaria esbanjando em algum lugar. Como alguém poderia esbanjar tanta água? Ela sabia quão importante era saber economizar e não desperdiçar. Ela sabia o quanto sonhava em ter em sua humilde casa, água que saísse das torneiras e com ela poder lavar o arroz, tomar banho, lavar as roupas. Quanto sonhava com este dia. E como sonhava. Mas enquanto este dia não chegava ela continuava ali, esperando a água escorrer pela sarjeta. E continuava sonhando com a água encanada. Sonhava.


Publicado no Livro: Ideias Soltas- Editora Apem- 2010- p.70
Publicado Jornal da Manhã de Marília/SP em 13/03/2011- Caderno 2


domingo, 22 de março de 2015

                                   
    Ser diferente é ser igual

         No último dia 21 de março, o Mundo comemorou o Dia Internacional da Síndrome de Down. O que ainda muitas pessoas não sabem, é que a Síndrome de Down não é uma doença.  A síndrome é causada por um erro na divisão das células durante a formação do bebê ainda quando é um feto.

         Apesar de muito se falar sobre o assunto, ainda há pessoas que persistem em achar que isso é contagioso, ou pior ainda, que uma pessoa que possui a síndrome não pode ter uma vida normal. Pelo contrario do que ainda muitos pensam, ela não é contagiosa e qualquer pessoa que tenha, vive normalmente. Essas pessoas vivem em sociedade como qualquer pessoa, e desenvolvem qualquer atividade, como: trabalhar, estudar, se divertir, namorar, casar, enfim, são pessoas como qualquer outra.

         É de extrema ignorância achar que essas pessoas devem viver isoladas do mundo. Uma opinião extremamente ignorante. Pessoas com a síndrome trabalham normalmente, como a atriz Joana Mocarzel, que interpretou a Clara, na novela Páginas da Vida, da rede Globo. Diversas outras pessoas como Joana vivem em sociedade e buscam o que qualquer outra pessoa quer: ser feliz.

         Julgar as pessoas pela aparência é não querer olhar para si mesmo, pois todos nós somos diferentes. Até mesmo as pétalas de uma rosa que parece serem idênticas, se olhada mais de perto, notar-se-á suas diferenças; ou uma pétala está maior que a outra, ou talvez esteja com a cor mais clara que as demais.

         Ninguém é igual a ninguém, somos diferentes e é está diferença que faz cada um de nós especiais. Cada um tem um dom, um carisma, um jeito de falar, de andar...um jeito de ser.         

         Quando olhei todas aquelas crianças da Apae felizes e alegres pelo fato de estarem vendo pela primeira vez uma peça de teatro, meu coração encheu de tamanha alegria, pois pude perceber em cada olhar uma felicidade sincera e que foi capaz de contagiar a todos que estavam ali. Não pude explicar, mas apenas sentir. E ao final da peça, quando recebi o abraço de uma delas, meu coração se encheu mais de alegria. Percebi naquele exato momento que seja qual for a nossa diferença, quando se ama, quando se busca a felicidade, tornamos iguais, e seja qual for o nosso problema, seremos sempre iguais. Tornamos iguais no amor eterno que sentimos pela outra pessoa, e pela felicidade que sempre buscamos.
         Vivermos em pleno século XXI achando que aqueles que possuem a síndrome de down são diferentes, é andar no retrocesso. É querer voltar em uma época em que nem água encanada tinha nas casas. É ser uma pessoa pequena. Pequena na ignorância e pequena mais ainda por possuir o preconceito.

         Não deve ser apenas no dia 21 de março a ser lembrado como o Dia Internacional da Síndrome de Down, mas em todos os outros dias do ano. Deve ser lembrado que há pessoas que apesar de terem uma síndrome, são iguais, e que certamente tem muito a nos ensinar, principalmente no amor que estas pessoas são capazes de transmitir. Ser diferente é ser igual.


Texto publicado no Jornal da Manhã em 01/04/2012- Coluna Vida Urbana

sábado, 17 de novembro de 2012

Um conto moderno


         Era uma vez, numa terra muito mais muito distante, três princesas: a Branca de Neve, a Cinderela e a Bela Adormecida.

         Estas três princesas viviam num apartamento no subúrbio da cidade grande. Elas estavam cansadas de viver presas no castelo, então resolveram se unir e mudar para aquele apartamento. Elas queriam ganhar a independência.

         Branca de Neve tinha deixado à casa dos sete anões e agora trabalhava como caixa em uma rede de supermercado. A Cinderela havia cansado de ter que ficar limpando a casa de sua madrasta e agora trabalhava como gerente administrativo em um hotel, e por fim a Bela Adormecida. Ela havia se tornado uma promotora de eventos.


         As três princesas agora trabalhavam e tinham seu próprio emprego. Ganhavam seu próprio salário e não dependiam de mais ninguém para sustentá-las. Agora faziam tudo sozinhas.


         E os príncipes onde estão nesta história?


         Bem, eles tinham ido procurá-las, mas elas não ligaram muito para eles. Justamente naquele dia, a Branca de Neve havia conhecido um moço pela internet e marcaram de se encontrar em um barzinho da cidade. Esse moço da internet havia levado dois amigos para fazer companhia para a Cinderela e para Bela Adormecida. Os príncipes ficaram tristes, pois pensavam que iam impressionar as princesas com seus cavalos brancos, mas pelo contrario, as princesas ficaram encantadas como o carro importado do amigo da internet da Branca de Neve.


         Como quem acaba de perder uma disputa, os príncipes foram embora na esperança de encontrar outras princesas que gostassem deles.


         Apesar de terem que enfrentar horas de congestionamento no trânsito todos os dias quando iam para o trabalho, as princesas estavam felizes em ter seus próprios empregos, mas uma coisa acabava as deixando extremamente tristes e chateadas, era que um de seus vizinhos, todos os dias pela manhã jogava o lixo de sua casa em um rio que ficava ali perto. As princesas haviam diversas vezes conversado com ele a respeito disso, mas ele nunca as escutava, até que um dia o seu pensamento mudou, pois deu uma chuva muito forte causando uma grande enchente. Com essa enchente o carro desse vizinho das princesas ficou todo destruído. Depois desse dia ele nunca mais jogou lixo naquele rio e nem em outro lugar que não fosse o lixo.


         As princesas deixaram de lado a vida no castelo para ganhar a própria independência. Ganhavam o próprio dinheiro e tinham os seus próprios empregos. Enfrentavam horas de congestionamento a fim de chegar a seus trabalhos.


         Sofriam com a enchente quando os rios enchiam de mais devido a lixos jogado nele. Ficavam tristes em saber que aos poucos a natureza estava sendo destruída. Deixaram para trás o reino encantado e a cada dia tinham que enfrentar os problemas diários que a vida moderna reservava.




Por Joyce Silva


segunda-feira, 22 de outubro de 2012


Deficiência

           Depois de ter sofrido aquele acidente de carro, a vida de Mané não seria mais a mesma. Agora iria ter que aprender a viver como cadeirante. No começo não queria aceitar o fato de que não teria mais os movimentos das pernas, mais depois, com a ajuda de familiares e de amigos, essa ideia começou a ser aceita.

            Não é porque estava na cadeira de rodas que iria parar de viver. Iria ter que se adaptar a sua nova situação, mas nada impossível, afinal, o ser humano é capaz de se adaptar a qualquer situação. Claro que no começo iria sofrer preconceitos, dificuldades, mas com o tempo, com as suas “novas pernas”, poderia fazer tudo que quisesse. Já tinha ouvido diversas histórias de pessoas, que apesar das dificuldades encontradas, nunca desistiram de continuar na busca de seus sonhos.

            Mas foi também nessa nova fase de sua vida, que ele começou a ver quantas dificuldades um cadeirante ter que enfrentar, primeiramente pelo fato de que muitas ruas e calçadas não estão adaptadas para isso.

            Num dia desses, quando tentava atravessar uma rua, um carro estava estacionado em frente a uma rampa de acesso para cadeirantes. Naquele momento lembrou-se de quantas vezes já havia feito aquilo antes. Pensou em xingar, mas percebeu que não valia a pena, afinal, aquele motorista não tinha a noção da tamanha dificuldade que estacionar ali podia causar para um cadeirante, então fez melhor, colocou um bilhetinho no carro, dizendo ao motorista que ele tinha estacionado em um lugar errado, e que aquela atitude atrapalhou muito um cadeirante, e que aquilo não poderia mais acontecer. Talvez o dono do carro iria aceitar o fato de que estava errado, ou não. Mas isso Mané não poderia saber.

            Outra dificuldade que Mané estava enfrentando, era quando tentava pegar um ônibus para ir para a faculdade. Infelizmente não há muitos ônibus que permitem acesso das cadeiras, e o jeito é ficar horas e horas no ponto de ônibus esperando algum adaptado para isso.

            E é assim, infelizmente os cadeirantes sofrem pela falta de recursos que lhe são necessários para poder transitar tranquilamente pelas ruas da cidade. São calçadas cheias de buracos que impedem a passagem das cadeiras, falta de rampas, falta de meios de transportes adaptados, e principalmente as pessoas. Sim, muitos ainda se esquecem de que o fato de uma pessoa estar numa cadeira de rodas não quer dizer que ele é um invalido. Ainda há pessoas preconceituosas e que não estão nem ai. Pessoas fracas de espírito.

            Assim como Mané, milhares de pessoas cadeirantes sofrem com a falta de adaptação nas vias de acesso. E o que fazemos? Estacionamos em frente de rampas, não estendemos as mãos quando sentem dificuldades ao transitar pelas ruas, muitas vezes fingimos que não é conosco. Será que são realmente essas pessoas que possuem alguma deficiência? Deficiente somos nós que achamos que não é com a gente, e que nos preocupamos apenas como o nosso umbigo. Deficiente somos nós que somos preconceituosos. Deficiente somos nós que negamos ajuda. Deficiente somos nós que nos esquecemos do próximo. Deficiente somos nós... 

Por: Joyce Silva

quinta-feira, 4 de outubro de 2012


Seu Zé e o garotão


         Foi numa dessas eleições que seu Zé resolveu se candidatar para vereador. Como fazia mais de trinta anos que ele morava na cidade, conhecia cada canto dela e as necessidades de cada bairro.


         Sempre que tinha um tempo livre, procurava ir visitar os bairros e como gostava de conversar, sempre acabava sabendo o que as pessoas estavam precisando. Seu Zé sempre achou importante conhecer bem a cidade onde morava, acreditava que era dai que se podia ajudar quem precisava.


         Mas foi também neste mesmo período que um outro candidato começou a chamar a atenção do seu Zé.  Um candidato bem mais novo que ele, tanto na idade, quanto no tempo de vivencia na cidade. Um garotão. Sempre bem arrumado, começou a fazer sua campanha tentando conquistar a mulherada. Um sorrisinho aqui, um beijinho ali, assim era a campanha desse político, e seu Zé começou a desconfiar. Não pelo fato dele ser mais novo, mas sim pelas suas atitudes.


         Apesar de sua simplicidade, seu Zé entendia a linguagem do povo, sabia que as pessoas não queriam apenas palavras e promessas bonitas, mas sim atitudes. Seu Zé sabia que as pessoas queriam ver resultados. Que promessas eram ouvidas em todas as eleições, e que atitude mesmo, eram poucas.


         Mas voltando ao nosso político garotão, seu Zé desconfiado começou a observar suas promessas e as atitudes que aquele candidato estava tendo, e percebeu que não era nada de diferente de muitos outros políticos. Promessas que muitas ficariam apenas no papel e perdidas ao vento. Eram promessas que eram ouvidas em todas as eleições. Aquele garotão não estava se candidatando porque queria ajudar a cidade, aquele garotão estava se candidatando porque queria conquistar estatus. Aquele garotão queria ser vereador porque achava legal. Puro engano. Seu Zé não, ele pensava diferente; ele não ficava enchendo seu discurso de promessas, ele queria apenas atitude. Sabia que ser um representante do povo é coisa seria, e que não é brincadeira, é o interesse da população que está em jogo e por isso, seu Zé sabia o tamanho da responsabilidade que estava assumindo ao querer se tornar um vereador.


         - Não vou ficar aqui fazendo várias promessas e depois não poder cumprir nenhuma delas, conheço bem essa cidade e acredito que só é possível melhorá-la se sabermos quais são os seus verdadeiros problemas, pois bem, não quero fazer promessas, quero mostrar a todos vocês atitude. E era assim as palavras de seu Zé para conquistar seus eleitores. Seu Zé amava muito aquela cidade, e queria vê-la melhorar, crescer, desenvolver. Seu Zé não queria fazer promessas, ele queria fazer ação. Seu Zé queria mudar os rumos da cidade, mas mudar para melhor.


         Sem carro de som para fazer a sua propaganda eleitoral, e sem entrega de “santinhos”, seu Zé fez sua campanha através do boca a boca. Acreditava que era muito dinheiro jogado fora, além de grande desperdício de papel. A cidade ficava suja e ainda prejudicava o meio ambiente. Seu Zé queria que as pessoas votassem nele porque acreditava no trabalho que ia desenvolver, sempre no intuito de ajudar no desenvolvimento da cidade. Seu Zé e o garotão, dois políticos com características diferentes, mas apenas uma certeza: apenas um deles é que queria realmente ajudar a população.


          


Por: Joyce Silva    

terça-feira, 28 de agosto de 2012


FOME!!!

Tem certas coisas que acontecem no nosso país e em outros países do Mundo que não dá para entender. Noticiamos diariamente tantas descobertas e evoluções que acontecem na ciência e tecnologia: distâncias que se encurtaram, descobertas de novos medicamentos, clonagem de animais, descobertas de outros planetas e tantos outros fatores visando sempre viver da melhor forma possível, mas por outro lado, noticiamos um fator que muitas vezes é deixado de lado: a fome.


Infelizmente inúmeras pessoas espalhadas pelo país estão sujeitas a isso. Algo que não deveria existir, já que o homem está sempre na busca da qualidade de vida.


Pessoas vivem na miséria. Enquanto algumas têm em seus lares comida com fartura, chegando muitas vezes até a desperdiçar, outras vasculham lixos no intuito de encontrar ali algo que possa saciar sua fome. Uma contradição sem limite.


A desigualdade na distribuição de renda é nítida, e isto acaba muitas vezes até causando a morte daqueles que acabam não tendo o que comer.


Infelizmente as crianças acabam sendo um dos mais prejudicados com a fome. Chegando a ter suas capacidades de aprendizagem e produtividade limitadas devido à fome, as crianças acabam não tendo condições de frequentar uma escola, o que acaba prejudicando ainda mais a situação.


Um problema que vai virando uma bola de neve. A situação é nítida: onde há pobreza, há fome. Onde há fome, há má condição de vida da população. Onde há miséria, há má distribuição de renda.


Porque enquanto uns tem muito, outros não têm nada? Como tentar explicar uma questão que muitas vezes não tem resposta? Matar por um momento a fome daquele homem que está na sarjeta é simples, basta dar um prato de comida que sua fome será saciada por um momento, mas dar condições para que aquele mesmo homem não passe mais fome, é algo que deve ser pensado e estudado.


Não adianta apenas fazer campanhas que levem alimentos para aqueles que clamam por um prato de comida, isto é importantíssimo, mas é importante também, que estas pessoas tenham condições de sempre ter em seus lares arroz e feijão de qualidade e em quantidades que satisfaçam suas necessidades.


Fome. Infelizmente um problema que assombra milhares de pessoas no Brasil e no Mundo. Um problema que assombra milhares de brasileiros que não sabem que cor é a chama do fogo que acende o fogão que irá esquentar a comida que sairá da panela. Panela estas que em sua maioria se encontram vazias, assim como seus estômagos.


Fome. Até quando teremos que ver pessoas morrendo de fome? Até quando crianças deixaram de viver devido à desnutrição que se encontram? O problema da fome existe e sempre existirá se nada for feito para que se criem condições que dê as pessoas uma melhor qualidade de vida. Num país em que há tantas evoluções e tantas descobertas, deve haver também evoluções que acabem com a má distribuição de renda, e que todos vivam de forma igualitária.


                                                                                     Joyce Silva


        

domingo, 12 de agosto de 2012


PAI!!!

         Um super-herói de carne e osso. Um super-herói que às vezes se tornava bandido em nossas brincadeiras de criança. Um super-herói que não tinha poderes, mas que tinha forças ao nos levar para dormir. Um super-herói de carne e osso.


      Você meu pai, que mesmo cansado após um dia de trabalho, ainda tem animo para conversar, dar um conselho, dar uma palavra amiga. Você que tantas vezes deixou de comer alguma coisa que gostava, para poder comprar algum brinquedo novo que queríamos. Você que tantas vezes passou as noites em claro, pensando como iria fazer para pagar aquela conta que estava atrasada. Que muitas vezes trabalhou em mais de um emprego, somente para nos dar conforto.


      Ainda criança não entendia o porquê da sua falta nas festinhas de escola em comemoração ao dia dos pais, mas hoje sei que a sua ausência era porque você estava no trabalho, saindo algumas vezes altas horas da noite, sempre no intuito de nos proporcionar uma vida em que não nos faltasse nada para comer, de maneira simples, mas com muito amor.


      Pai! Como tentar escrever nestas linhas o significado de uma palavra simples, mas que diz tudo? Como expressar o meu amor por ti, se o teu amor por mim é infinito?


      Os anos estão passando, a idade está avançando, e hoje, olhando para traz, sei que a mulher que me tornei foi espelhada neste pai que nunca deixou de lutar e que mesmo tendo as forças diminuídas, nunca pensou em desistir, pois por mais que os sonhos se tornem difíceis de serem realizados, você nunca desanimou e nunca deixou que nós desanimássemos também. Você sempre está ali, nos apoiando e nos ajudando a levantar de uma queda. Você sempre está nos ajudando nos momentos mais difíceis ou de indecisão.


      Pai, hoje sei que as broncas que me deu, foi para me ensinar a andar de maneira correta nos caminhos que a vida me reservava. Claro que nos momentos de raiva, ficava triste, não concordava, queria ser a senhora da razão, mas depois, já mais calma, entendia os seus motivos e via que o que você estava fazendo era para o meu próprio bem.


      É meu pai, os anos passam e as experiências, ensinamentos que você sempre me proporcionou nunca serão esquecidos, e sei que quando eu pensar em desanimar, você sempre estará ao meu lado. Lembro-me de quando comecei a dirigir, e você impaciente e com medo de que eu pudesse bater em algum outro carro, ficava me alertando:


      - Olha o carro...olha a bicicleta...tem um pare aqui...na próxima rua tem uma rotatória...tome cuidado...


      E foi assim... até mesmo no dia que sai sozinha com o carro pela primeira vez, você me fez um “sermão”. Mas tudo passou e as orientações que você me deu, hoje me servem para que eu seja uma boa motorista.


      Pai! Meu super-herói que não está nas histórias em quadrinhos, mas que demonstra toda força, garra ao educar seus filhos da melhor forma possível.     Pai! Um super-herói que vale ouro, e que carrega em si a dedicação de um pai que daria sua vida pela de sua família. Parabéns a você meu Pai, e a todos os pais do mundo. Feliz dia dos Pais!!!


Publicado no Jornal da Manhã em 12/08/2012- Caderno 2

segunda-feira, 9 de julho de 2012

PAZ!!!

         Grito, choro, angustia e sofrimento é vivenciado por milhares de pessoas ao redor do Mundo. Um Mundo que está sendo marcado por destruição.

       Infelizmente é noticiado diariamente guerras entre povos que matam inocentes. Inocentes estes que buscam diariamente o sustento para a sua sobrevivência.

       Guerras. Uma guerra civil que aos poucos está contaminando povos que estão perdendo a esperança de ver seus filhos crescerem em um mundo mais unido, e que as pessoas possam viver em total harmonia. Sim, guerra civil.

       A vida humana infelizmente acaba muitas vezes sendo considerada como algo banal quando são tiradas devido à ganância pelo dinheiro ou até mesmo por uma briga qualquer. A intolerância tornou peça fundamental na vida das pessoas, agora a arrogância e a busca de fama falam mais alto. O que antes dizer um Bom dia para um colega era algo prazeroso, hoje se tornou uma obrigação.

       Intolerância em ver que filhos não querendo cuidar de seus pais na velhice, acabam algumas vezes os colocando em asilos ou abandonando em algum lugar qualquer. É a intolerância falando mais alto. Pais irritados em ver seus filhos nãos os obedecendo, batem levando muitas vezes a morte.

       Um mundo em que povos deveriam unir-se na busca de soluções para a salvação do planeta. Povos que deveriam pensar no bem coletivo.

       PAZ. Será que sabemos o seu verdadeiro significado? Será que a nossa mesquinhez é capaz de dar lugar a uma palavra simples, mas que o significado diz tudo? Será que seremos capazes de acabar com nossa própria vida na Terra? Se não pararmos com tantas guerras existentes no nosso planeta, certamente tenderemos cada vez mais para a nossa própria destruição.

       Chega de vermos nos noticiários tantas mortes. Chega de sermos tão gananciosos. Chega de pensarmos somente em nós mesmos. Vidas são tiradas diariamente e o que fazemos para acabar com isso? Na sua maioria, nada. Lamentamos a morte daquele inocente e cruzamos os braços. O pior é que infelizmente existem pessoas que acabam fazendo daquela tragédia uma piada que é vista por muitos nas redes sociais, e curtida por aqueles que acessam. Santa ignorância. Uma ignorância capaz de não entender o sofrimento daqueles que perderam um ente querido.

       Somos culpados sim. Sim, somos culpados pelas atrocidades que acontece ao nosso redor. É mais cômodo jogar a culpa nas autoridades ao invés de parar e pensar nas atitudes que estou tendo, na intolerância que tomou conta do meu cotidiano. Minhas atitudes. Só conseguiremos ter um mundo em que a Paz exerça seu verdadeiro significado se eu começar a mudar minhas próprias atitudes. Seja mais tolerante, seja cortez. Fale um Bom dia com prazer. Ao invés de “xingar”, respire funde e deseje um bom dia para aquela pessoa. Pense nas atitudes boas que posso ter com o meu colega. Não deseje apenas Paz da boca para fora, mas sim através das próprias atitudes.

      
Texto publicado no Jornal da Manhã – Caderno 2- Coluna Vida Urbana- 08 de julho de 2012.

        

quinta-feira, 21 de junho de 2012


Saudade...

Queria não senti-la, não saber seu significado,

Mas quando penso que não existe

Ela vem me atormentar.

Muitas vezes o coração acelera,

Aperta...dói...treme...

Tento entendê-la, mas não consigo

Ora se torna bom

Lembrar daqueles momentos,

Recordar os velhos tempos,

Que apenas ficarão guardados e jamais apagados.

Ora se torna ruim

Lembrar de quem se foi

E que nunca mais voltará.

Tento lembrar apenas da alegria,

Mas a tristeza persiste ao pensar

Na partida.

Ah! Saudade...

Por que não trocar seu significado?

Por que tentar esquecer e não mais sofrer?

Mas não, a saudade não tem compaixão,

Vive constantemente em nossas vidas

E não tem explicação.

Ah! Tempo que não volta,

Apenas fica guardado na memória

Fazendo com que sintamos saudade

Daqueles que foram, daquilo que mudou,

Daquilo que se transformou.

E se um dia ela se for,

Deixará saudade em quem ficou.

Saudade...


Joyce Silva