quinta-feira, 13 de agosto de 2015
sábado, 1 de agosto de 2015
quinta-feira, 9 de julho de 2015
ComPLIcaDo
Não sei o que se passa
Na cabeça dessa gente complicada,
Que sem dó e piedade,
Acaba matando aos poucos esta cidade.
Devagar destrói nossas florestas,
Aos poucos polui as águas,
Daqui a pouco
Ficaram sem respirar de verdade.
Complicadas são estas pessoas,
Que se esquecem que tudo
Que estão destruindo
É para nossa vida.
Complicadas são estas pessoas
Que descobrem tantas coisas,
Que fazem tanta evolução,
Que navegam pelo espaço
Sem pagar pedágio,
Mas que se esquecem de consertar
Esta mente humana complicada.
Porque são tão complicados,
Que não entendem que desse jeito
Nada sobrará, inclusive a humanidade.
Complicados...
sábado, 4 de julho de 2015
Matéria Publicada no Jornal da Manhã de Marília em 08/05/2015
http://www.jornaldamanhamarilia.com.br/noticia/27584/Escritora-distribui-livro-para-entidades-para-estimular-leitura-entre-as-criancas/
http://www.jornaldamanhamarilia.com.br/noticia/27584/Escritora-distribui-livro-para-entidades-para-estimular-leitura-entre-as-criancas/
segunda-feira, 22 de junho de 2015
SONHOS
DE PALAVRAS
Não pense num mundo qualquer
Descubra aquilo que mereça ser
descoberto
Viaje por todos os mares
Descubra a verdadeira poesia
Aquela que se esconde
Por de trás da colina
Aquela que um dia foi desconhecida.
A palavra é escrita
E junto à esperança de criar,
Os versos são perfeitos
Como um anjo a nos guiar
Iluminando os caminhos
Duros de andar.
Viaje pelo reino do saber
Descubra um mundo submerso
Lá estão escondidas,
As palavras da sabedoria,
Aquelas que transmitem a calma
E leva embora a melancolia.
Penetre pela natureza das palavras
Só elas podem levar-nos ao sonho
Da alma desterrada.
Ela deixa qualquer ser
Dentro de um sonho inerte
Transforma qualquer palavra
Em tudo que é eterno.
Espere até que o sonho seja descoberto
Juntamente com a alma da palavra
Tenha paciência e cautela,
Os sonhos são perfeitos
Estes caminham com as palavras
E não são soberbos.
Não prenda as palavras
Em uma única frase
Elas precisam ser escritas
Em todos os lugares,
Elas precisam estar sempre em contato
Com a alma humana.
Contemple as palavras
Abra a porta da eterna juventude
Descubra o mundo desconhecido
Da árvore da sabedoria
Entre no saber
E encontre a magia.
autora: Joyce Silva
INDIFERENÇA
O barulho dos carros, a agitação das
pessoas, o corre-corre contra o tempo. Tudo e todos pensando na hora do almoço
que já terminava, na prova de matemática, na reunião que começaria em poucos
minutos, na conta de água que tinha vencido e que tinha esquecido de pagar.
Tudo e todos agitados. Tudo e todos estressados, nervosos, inquietos,
preocupados. Menos ela. Ela que com seu jeito simples e sereno, não se
preocupava com o que as pessoas pensavam dela ou deixava de pensar. Apenas continuava
os mesmos movimentos repetidamente.
Mas as pessoas não ligavam para ela, ou
melhor, nem percebiam sua presença. Estavam preocupados de mais com seus
afazeres, com suas vidas que nem se quer tinham tempo de pensar em outras
coisas. Em outras pessoas.
E ela continuava ali. Ás vezes do seu
pensamento surgia uma música que gostava. Gostava de cantar. Como gostava de
cantar. Até tinha uma voz bonita, afinada. Cantar é bom, deixa o espírito mais
leve. A música é capaz de transmitir muitas coisas, todos os sentimentos: amor,
raiva, saudade.
Todos os sentimentos.
Resolveu parar um pouco. Sentia-se
cansada. Sentou-se na beira da calçada. Dali via todos os carros, e de todos os
modelos e anos. Que barulhão, motores ligados, buzinas, gritaria. Ai que poluição
sonora!!!
Levantou-se lentamente.
Com os gestos tranquilos, suas mãos iam
esfregando com um pedaço de sabão as poucas roupas que lavava. Nada de pressa! Nada.
Afinal a água que escorria da sarjeta era pouca e lentamente ia enchendo o
balde que ia servir para enxaguar as roupas. Sua vida pobre e humilde não lhe
proporcionava o conforto de ter em casa água encanada. Seu pequeno quarto em
que vivia, e que dividia com seus quatro irmãos, era o único refúgio que
possuía nos dias de chuva, frio e até mesmo das noites escuras. Um quarto que
abrigava uma família que lutava diariamente para uma vida mais feliz e sem
tantos sofrimentos. Um quarto que acolhia sonhos... sonhos de ter uma casa
grande, cheia de quartos, de ter uma cozinha, sala...Uma casa que teria uma
geladeira farta...uma casa que teria um quintal para poder brincar. Mas aquele
quartinho não tinha nada disso. Não tinha luxo. Nada de luxo. Nada de dinheiro. Nada de conforto. Os dois
colchões que ficavam no chão servia de cama, sofá, mesa para os 5 habitantes
daquela casa. Nada de luxo... nada. Uma vida humilde e pobre, regrada de muito
esforço. Todos os dias com suas roupas sujas seguia para a mesma rua e ali
esperava ansiosamente a água que escorria pela sarjeta. Água essa que
certamente alguém estaria esbanjando em algum lugar. Como alguém poderia
esbanjar tanta água? Ela sabia quão importante era saber economizar e não
desperdiçar. Ela sabia o quanto sonhava em ter em sua humilde casa, água que
saísse das torneiras e com ela poder lavar o arroz, tomar banho, lavar as
roupas. Quanto sonhava com este dia. E como sonhava. Mas enquanto este dia não
chegava ela continuava ali, esperando a água escorrer pela sarjeta. E
continuava sonhando com a água encanada. Sonhava.
Publicado
no Livro: Ideias Soltas- Editora Apem- 2010- p.70
Publicado
Jornal da Manhã de Marília/SP em 13/03/2011- Caderno 2
domingo, 14 de junho de 2015
quinta-feira, 11 de junho de 2015
quarta-feira, 20 de maio de 2015
domingo, 22 de março de 2015
Ser diferente é ser igual
No último dia 21 de março, o Mundo
comemorou o Dia Internacional da Síndrome de Down. O que ainda muitas pessoas
não sabem, é que a Síndrome de Down não é uma doença. A síndrome é causada por um erro na divisão
das células durante a formação do bebê ainda quando é um feto.
Apesar de muito se falar
sobre o assunto, ainda há pessoas que persistem em achar que isso é contagioso,
ou pior ainda, que uma pessoa que possui a síndrome não pode ter uma vida
normal. Pelo contrario do que ainda muitos pensam, ela não é contagiosa e
qualquer pessoa que tenha, vive normalmente. Essas pessoas vivem em sociedade
como qualquer pessoa, e desenvolvem qualquer atividade, como: trabalhar, estudar,
se divertir, namorar, casar, enfim, são pessoas como qualquer outra.
É de extrema ignorância achar
que essas pessoas devem viver isoladas do mundo. Uma opinião extremamente
ignorante. Pessoas com a síndrome trabalham normalmente, como a atriz Joana
Mocarzel, que interpretou a Clara, na novela Páginas da Vida, da rede Globo.
Diversas outras pessoas como Joana vivem em sociedade e buscam o que qualquer
outra pessoa quer: ser feliz.
Julgar as pessoas pela aparência é
não querer olhar para si mesmo, pois todos nós somos diferentes. Até mesmo as
pétalas de uma rosa que parece serem idênticas, se olhada mais de perto, notar-se-á
suas diferenças; ou uma pétala está maior que a outra, ou talvez esteja com a
cor mais clara que as demais.
Ninguém é igual a ninguém, somos
diferentes e é está diferença que faz cada um de nós especiais. Cada um tem um
dom, um carisma, um jeito de falar, de andar...um jeito de ser.
Quando olhei todas aquelas
crianças da Apae felizes e alegres pelo fato de estarem vendo pela primeira vez
uma peça de teatro, meu coração encheu de tamanha alegria, pois pude perceber
em cada olhar uma felicidade sincera e que foi capaz de contagiar a todos que
estavam ali. Não pude explicar, mas apenas sentir. E ao final da peça, quando
recebi o abraço de uma delas, meu coração se encheu mais de alegria. Percebi
naquele exato momento que seja qual for a nossa diferença, quando se ama,
quando se busca a felicidade, tornamos iguais, e seja qual for o nosso
problema, seremos sempre iguais. Tornamos iguais no amor eterno que sentimos
pela outra pessoa, e pela felicidade que sempre buscamos.
Vivermos em pleno século XXI achando
que aqueles que possuem a síndrome de down são diferentes, é andar no
retrocesso. É querer voltar em uma época em que nem água encanada tinha nas
casas. É ser uma pessoa pequena. Pequena na ignorância e pequena mais ainda por
possuir o preconceito.
Não deve ser apenas no
dia 21 de março a ser lembrado como o Dia Internacional da Síndrome de Down,
mas em todos os outros dias do ano. Deve ser lembrado que há pessoas que apesar
de terem uma síndrome, são iguais, e que certamente tem muito a nos ensinar,
principalmente no amor que estas pessoas são capazes de transmitir. Ser
diferente é ser igual.
Texto
publicado no Jornal da Manhã em 01/04/2012- Coluna Vida Urbana
sábado, 17 de novembro de 2012
Um conto moderno
Era uma vez, numa
terra muito mais muito distante, três princesas: a Branca de Neve, a Cinderela
e a Bela Adormecida.
Estas três princesas viviam num
apartamento no subúrbio da cidade grande. Elas estavam cansadas de viver presas
no castelo, então resolveram se unir e mudar para aquele apartamento. Elas
queriam ganhar a independência.
Branca de Neve tinha deixado à casa dos
sete anões e agora trabalhava como caixa em uma rede de supermercado. A
Cinderela havia cansado de ter que ficar limpando a casa de sua madrasta e
agora trabalhava como gerente administrativo em um hotel, e por fim a Bela
Adormecida. Ela havia se tornado uma promotora de eventos.
As três princesas agora trabalhavam e
tinham seu próprio emprego. Ganhavam seu próprio salário e não dependiam de
mais ninguém para sustentá-las. Agora faziam tudo sozinhas.
E os príncipes onde estão nesta
história?
Bem, eles tinham ido procurá-las, mas
elas não ligaram muito para eles. Justamente naquele dia, a Branca de Neve havia
conhecido um moço pela internet e marcaram de se encontrar em um barzinho da
cidade. Esse moço da internet havia levado dois amigos para fazer companhia
para a Cinderela e para Bela Adormecida. Os príncipes ficaram tristes, pois
pensavam que iam impressionar as princesas com seus cavalos brancos, mas pelo
contrario, as princesas ficaram encantadas como o carro importado do amigo da
internet da Branca de Neve.
Como quem acaba de perder uma disputa,
os príncipes foram embora na esperança de encontrar outras princesas que
gostassem deles.
Apesar de terem que enfrentar horas de
congestionamento no trânsito todos os dias quando iam para o trabalho, as
princesas estavam felizes em ter seus próprios empregos, mas uma coisa acabava
as deixando extremamente tristes e chateadas, era que um de seus vizinhos,
todos os dias pela manhã jogava o lixo de sua casa em um rio que ficava ali
perto. As princesas haviam diversas vezes conversado com ele a respeito disso,
mas ele nunca as escutava, até que um dia o seu pensamento mudou, pois deu uma
chuva muito forte causando uma grande enchente. Com essa enchente o carro desse
vizinho das princesas ficou todo destruído. Depois desse dia ele nunca mais
jogou lixo naquele rio e nem em outro lugar que não fosse o lixo.
As princesas deixaram de lado a vida no
castelo para ganhar a própria independência. Ganhavam o próprio dinheiro e
tinham os seus próprios empregos. Enfrentavam horas de congestionamento a fim
de chegar a seus trabalhos.
Sofriam com a enchente quando os rios
enchiam de mais devido a lixos jogado nele. Ficavam tristes em saber que aos
poucos a natureza estava sendo destruída. Deixaram para trás o reino encantado
e a cada dia tinham que enfrentar os problemas diários que a vida moderna
reservava.
Por Joyce Silva
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Deficiência
Não é porque estava na cadeira de
rodas que iria parar de viver. Iria ter que se adaptar a sua nova situação, mas
nada impossível, afinal, o ser humano é capaz de se adaptar a qualquer
situação. Claro que no começo iria sofrer preconceitos, dificuldades, mas com o
tempo, com as suas “novas pernas”, poderia fazer tudo que quisesse. Já tinha
ouvido diversas histórias de pessoas, que apesar das dificuldades encontradas,
nunca desistiram de continuar na busca de seus sonhos.
Mas foi também nessa nova fase de
sua vida, que ele começou a ver quantas dificuldades um cadeirante ter que
enfrentar, primeiramente pelo fato de que muitas ruas e calçadas não estão
adaptadas para isso.
Num dia desses, quando tentava
atravessar uma rua, um carro estava estacionado em frente a uma rampa de acesso
para cadeirantes. Naquele momento lembrou-se de quantas vezes já havia feito aquilo
antes. Pensou em xingar, mas percebeu que não valia a pena, afinal, aquele
motorista não tinha a noção da tamanha dificuldade que estacionar ali podia
causar para um cadeirante, então fez melhor, colocou um bilhetinho no carro,
dizendo ao motorista que ele tinha estacionado em um lugar errado, e que aquela
atitude atrapalhou muito um cadeirante, e que aquilo não poderia mais
acontecer. Talvez o dono do carro iria aceitar o fato de que estava errado, ou
não. Mas isso Mané não poderia saber.
Outra dificuldade que Mané estava
enfrentando, era quando tentava pegar um ônibus para ir para a faculdade.
Infelizmente não há muitos ônibus que permitem acesso das cadeiras, e o jeito é
ficar horas e horas no ponto de ônibus esperando algum adaptado para isso.
E é assim, infelizmente os
cadeirantes sofrem pela falta de recursos que lhe são necessários para poder
transitar tranquilamente pelas ruas da cidade. São calçadas cheias de buracos
que impedem a passagem das cadeiras, falta de rampas, falta de meios de
transportes adaptados, e principalmente as pessoas. Sim, muitos ainda se esquecem
de que o fato de uma pessoa estar numa cadeira de rodas não quer dizer que ele
é um invalido. Ainda há pessoas preconceituosas e que não estão nem ai. Pessoas
fracas de espírito.
Assim como Mané, milhares de pessoas
cadeirantes sofrem com a falta de adaptação nas vias de acesso. E o que
fazemos? Estacionamos em frente de rampas, não estendemos as mãos quando sentem
dificuldades ao transitar pelas ruas, muitas vezes fingimos que não é conosco.
Será que são realmente essas pessoas que possuem alguma deficiência? Deficiente
somos nós que achamos que não é com a gente, e que nos preocupamos apenas como
o nosso umbigo. Deficiente somos nós que somos preconceituosos. Deficiente
somos nós que negamos ajuda. Deficiente somos nós que nos esquecemos do
próximo. Deficiente somos nós...
Por:
Joyce Silva
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Seu Zé e o garotão
Foi
numa dessas eleições que seu Zé resolveu se candidatar para vereador. Como
fazia mais de trinta anos que ele morava na cidade, conhecia cada canto dela e
as necessidades de cada bairro.
Sempre que tinha um tempo livre, procurava
ir visitar os bairros e como gostava de conversar, sempre acabava sabendo o que
as pessoas estavam precisando. Seu Zé sempre achou importante conhecer bem a
cidade onde morava, acreditava que era dai que se podia ajudar quem precisava.
Mas foi também neste mesmo período que
um outro candidato começou a chamar a atenção do seu Zé. Um candidato bem mais novo que ele, tanto na
idade, quanto no tempo de vivencia na cidade. Um garotão. Sempre bem arrumado,
começou a fazer sua campanha tentando conquistar a mulherada. Um sorrisinho
aqui, um beijinho ali, assim era a campanha desse político, e seu Zé começou a
desconfiar. Não pelo fato dele ser mais novo, mas sim pelas suas atitudes.
Apesar de sua simplicidade, seu Zé
entendia a linguagem do povo, sabia que as pessoas não queriam apenas palavras
e promessas bonitas, mas sim atitudes. Seu Zé sabia que as pessoas queriam ver resultados.
Que promessas eram ouvidas em todas as eleições, e que atitude mesmo, eram
poucas.
Mas voltando ao nosso político garotão,
seu Zé desconfiado começou a observar suas promessas e as atitudes que aquele
candidato estava tendo, e percebeu que não era nada de diferente de muitos
outros políticos. Promessas que muitas ficariam apenas no papel e perdidas ao
vento. Eram promessas que eram ouvidas em todas as eleições. Aquele garotão não
estava se candidatando porque queria ajudar a cidade, aquele garotão estava se
candidatando porque queria conquistar estatus. Aquele garotão queria ser
vereador porque achava legal. Puro engano. Seu Zé não, ele pensava diferente;
ele não ficava enchendo seu discurso de promessas, ele queria apenas atitude.
Sabia que ser um representante do povo é coisa seria, e que não é brincadeira,
é o interesse da população que está em jogo e por isso, seu Zé sabia o tamanho
da responsabilidade que estava assumindo ao querer se tornar um vereador.
- Não vou ficar aqui fazendo várias
promessas e depois não poder cumprir nenhuma delas, conheço bem essa cidade e
acredito que só é possível melhorá-la se sabermos quais são os seus verdadeiros
problemas, pois bem, não quero fazer promessas, quero mostrar a todos vocês
atitude. E era assim as palavras de seu Zé para conquistar seus eleitores. Seu
Zé amava muito aquela cidade, e queria vê-la melhorar, crescer, desenvolver.
Seu Zé não queria fazer promessas, ele queria fazer ação. Seu Zé queria mudar
os rumos da cidade, mas mudar para melhor.
Sem carro de som para fazer a sua
propaganda eleitoral, e sem entrega de “santinhos”, seu Zé fez sua campanha
através do boca a boca. Acreditava que era muito dinheiro jogado fora, além de
grande desperdício de papel. A cidade ficava suja e ainda prejudicava o meio
ambiente. Seu Zé queria que as pessoas votassem nele porque acreditava no
trabalho que ia desenvolver, sempre no intuito de ajudar no desenvolvimento da
cidade. Seu Zé e o garotão, dois políticos com características diferentes, mas
apenas uma certeza: apenas um deles é que queria realmente ajudar a população.
Por:
Joyce Silva
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Tem
certas coisas que acontecem no nosso país e em outros países do Mundo que não
dá para entender. Noticiamos diariamente tantas descobertas e evoluções que
acontecem na ciência e tecnologia: distâncias que se encurtaram, descobertas de
novos medicamentos, clonagem de animais, descobertas de outros planetas e
tantos outros fatores visando sempre viver da melhor forma possível, mas por
outro lado, noticiamos um fator que muitas vezes é deixado de lado: a fome.
Infelizmente
inúmeras pessoas espalhadas pelo país estão sujeitas a isso. Algo que não
deveria existir, já que o homem está sempre na busca da qualidade de vida.
Pessoas
vivem na miséria. Enquanto algumas têm em seus lares comida com fartura,
chegando muitas vezes até a desperdiçar, outras vasculham lixos no intuito de
encontrar ali algo que possa saciar sua fome. Uma contradição sem limite.
A
desigualdade na distribuição de renda é nítida, e isto acaba muitas vezes até
causando a morte daqueles que acabam não tendo o que comer.
Infelizmente
as crianças acabam sendo um dos mais prejudicados com a fome. Chegando a ter
suas capacidades de aprendizagem e produtividade limitadas devido à fome, as
crianças acabam não tendo condições de frequentar uma escola, o que acaba
prejudicando ainda mais a situação.
Um
problema que vai virando uma bola de neve. A situação é nítida: onde há
pobreza, há fome. Onde há fome, há má condição de vida da população. Onde há
miséria, há má distribuição de renda.
Porque
enquanto uns tem muito, outros não têm nada? Como tentar explicar uma questão
que muitas vezes não tem resposta? Matar por um momento a fome daquele homem
que está na sarjeta é simples, basta dar um prato de comida que sua fome será
saciada por um momento, mas dar condições para que aquele mesmo homem não passe
mais fome, é algo que deve ser pensado e estudado.
Não
adianta apenas fazer campanhas que levem alimentos para aqueles que clamam por
um prato de comida, isto é importantíssimo, mas é importante também, que estas
pessoas tenham condições de sempre ter em seus lares arroz e feijão de
qualidade e em quantidades que satisfaçam suas necessidades.
Fome.
Infelizmente um problema que assombra milhares de pessoas no Brasil e no Mundo.
Um problema que assombra milhares de brasileiros que não sabem que cor é a
chama do fogo que acende o fogão que irá esquentar a comida que sairá da
panela. Panela estas que em sua maioria se encontram vazias, assim como seus
estômagos.
Fome.
Até quando teremos que ver pessoas morrendo de fome? Até quando crianças deixaram
de viver devido à desnutrição que se encontram? O problema da fome existe e
sempre existirá se nada for feito para que se criem condições que dê as pessoas
uma melhor qualidade de vida. Num país em que há tantas evoluções e tantas
descobertas, deve haver também evoluções que acabem com a má distribuição de
renda, e que todos vivam de forma igualitária.
Joyce
Silva
domingo, 12 de agosto de 2012
PAI!!!
Um
super-herói de carne e osso. Um super-herói que às vezes se tornava bandido em
nossas brincadeiras de criança. Um super-herói que não tinha poderes, mas que
tinha forças ao nos levar para dormir. Um super-herói de carne e osso.
Você meu pai, que mesmo cansado após um
dia de trabalho, ainda tem animo para conversar, dar um conselho, dar uma
palavra amiga. Você que tantas vezes deixou de comer alguma coisa que gostava,
para poder comprar algum brinquedo novo que queríamos. Você que tantas vezes
passou as noites em claro, pensando como iria fazer para pagar aquela conta que
estava atrasada. Que muitas vezes trabalhou em mais de um emprego, somente para
nos dar conforto.
Ainda criança não entendia o porquê da sua
falta nas festinhas de escola em comemoração ao dia dos pais, mas hoje sei que
a sua ausência era porque você estava no trabalho, saindo algumas vezes altas
horas da noite, sempre no intuito de nos proporcionar uma vida em que não nos
faltasse nada para comer, de maneira simples, mas com muito amor.
Pai! Como tentar escrever nestas linhas o
significado de uma palavra simples, mas que diz tudo? Como expressar o meu amor
por ti, se o teu amor por mim é infinito?
Os anos estão passando, a idade está
avançando, e hoje, olhando para traz, sei que a mulher que me tornei foi
espelhada neste pai que nunca deixou de lutar e que mesmo tendo as forças
diminuídas, nunca pensou em desistir, pois por mais que os sonhos se tornem
difíceis de serem realizados, você nunca desanimou e nunca deixou que nós
desanimássemos também. Você sempre está ali, nos apoiando e nos ajudando a
levantar de uma queda. Você sempre está nos ajudando nos momentos mais difíceis
ou de indecisão.
Pai, hoje sei que as broncas que me deu,
foi para me ensinar a andar de maneira correta nos caminhos que a vida me
reservava. Claro que nos momentos de raiva, ficava triste, não concordava,
queria ser a senhora da razão, mas depois, já mais calma, entendia os seus
motivos e via que o que você estava fazendo era para o meu próprio bem.
É meu pai, os anos passam e as
experiências, ensinamentos que você sempre me proporcionou nunca serão
esquecidos, e sei que quando eu pensar em desanimar, você sempre estará ao meu
lado. Lembro-me de quando comecei a dirigir, e você impaciente e com medo de
que eu pudesse bater em algum outro carro, ficava me alertando:
- Olha o carro...olha a bicicleta...tem um
pare aqui...na próxima rua tem uma rotatória...tome cuidado...
E foi assim... até mesmo no dia que sai
sozinha com o carro pela primeira vez, você me fez um “sermão”. Mas tudo passou
e as orientações que você me deu, hoje me servem para que eu seja uma boa
motorista.
Pai! Meu super-herói que não está nas
histórias em quadrinhos, mas que demonstra toda força, garra ao educar seus
filhos da melhor forma possível. Pai!
Um super-herói que vale ouro, e que carrega em si a dedicação de um pai que
daria sua vida pela de sua família. Parabéns a você meu Pai, e a todos os pais
do mundo. Feliz dia dos Pais!!!
Publicado no Jornal da Manhã
em 12/08/2012- Caderno 2
segunda-feira, 9 de julho de 2012
PAZ!!!
Grito, choro,
angustia e sofrimento é vivenciado por milhares de pessoas ao redor do Mundo.
Um Mundo que está sendo marcado por destruição.
Infelizmente é noticiado diariamente
guerras entre povos que matam inocentes. Inocentes estes que buscam diariamente
o sustento para a sua sobrevivência.

Guerras. Uma guerra civil que aos poucos
está contaminando povos que estão perdendo a esperança de ver seus filhos
crescerem em um mundo mais unido, e que as pessoas possam viver em total
harmonia. Sim, guerra civil.
A vida humana infelizmente acaba muitas
vezes sendo considerada como algo banal quando são tiradas devido à ganância
pelo dinheiro ou até mesmo por uma briga qualquer. A intolerância tornou peça
fundamental na vida das pessoas, agora a arrogância e a busca de fama falam
mais alto. O que antes dizer um Bom dia para um colega era algo prazeroso, hoje
se tornou uma obrigação.

Intolerância em ver que filhos não
querendo cuidar de seus pais na velhice, acabam algumas vezes os colocando em asilos
ou abandonando em algum lugar qualquer. É a intolerância falando mais alto.
Pais irritados em ver seus filhos nãos os obedecendo, batem levando muitas
vezes a morte.
Um mundo em que povos deveriam unir-se na
busca de soluções para a salvação do planeta. Povos que deveriam pensar no bem
coletivo.
PAZ. Será que sabemos o seu verdadeiro
significado? Será que a nossa mesquinhez é capaz de dar lugar a uma palavra
simples, mas que o significado diz tudo? Será que seremos capazes de acabar com
nossa própria vida na Terra? Se não pararmos com tantas guerras existentes no
nosso planeta, certamente tenderemos cada vez mais para a nossa própria
destruição.
Chega de vermos nos noticiários tantas
mortes. Chega de sermos tão gananciosos. Chega de pensarmos somente em nós
mesmos. Vidas são tiradas diariamente e o que fazemos para acabar com isso? Na
sua maioria, nada. Lamentamos a morte daquele inocente e cruzamos os braços. O
pior é que infelizmente existem pessoas que acabam fazendo daquela tragédia uma
piada que é vista por muitos nas redes sociais, e curtida por aqueles que
acessam. Santa ignorância. Uma ignorância capaz de não entender o sofrimento
daqueles que perderam um ente querido.
Somos culpados sim. Sim, somos culpados
pelas atrocidades que acontece ao nosso redor. É mais cômodo jogar a culpa nas
autoridades ao invés de parar e pensar nas atitudes que estou tendo, na
intolerância que tomou conta do meu cotidiano. Minhas atitudes. Só
conseguiremos ter um mundo em que a Paz exerça seu verdadeiro significado se eu
começar a mudar minhas próprias atitudes. Seja mais tolerante, seja cortez.
Fale um Bom dia com prazer. Ao invés de “xingar”, respire funde e deseje um bom
dia para aquela pessoa. Pense nas atitudes boas que posso ter com o meu colega.
Não deseje apenas Paz da boca para fora, mas sim através das próprias atitudes.
Texto
publicado no Jornal da Manhã – Caderno 2- Coluna Vida Urbana- 08 de julho de
2012.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Saudade...
Queria
não senti-la, não saber seu significado,
Mas
quando penso que não existe
Ela vem
me atormentar.
Muitas
vezes o coração acelera,
Aperta...dói...treme...
Tento entendê-la,
mas não consigo
Ora se
torna bom
Lembrar
daqueles momentos,
Recordar
os velhos tempos,
Que
apenas ficarão guardados e jamais apagados.
Ora se
torna ruim
Lembrar
de quem se foi
E que
nunca mais voltará.
Tento
lembrar apenas da alegria,
Mas a
tristeza persiste ao pensar
Na
partida.
Ah!
Saudade...
Por que
não trocar seu significado?
Por que
tentar esquecer e não mais sofrer?
Mas não,
a saudade não tem compaixão,
Vive
constantemente em nossas vidas
E não tem
explicação.
Ah! Tempo
que não volta,
Apenas
fica guardado na memória
Fazendo
com que sintamos saudade
Daqueles
que foram, daquilo que mudou,
Daquilo
que se transformou.
E se um
dia ela se for,
Deixará
saudade em quem ficou.
Saudade...
Joyce
Silva
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