quinta-feira, 11 de junho de 2015
quarta-feira, 20 de maio de 2015
domingo, 22 de março de 2015
Ser diferente é ser igual
No último dia 21 de março, o Mundo
comemorou o Dia Internacional da Síndrome de Down. O que ainda muitas pessoas
não sabem, é que a Síndrome de Down não é uma doença. A síndrome é causada por um erro na divisão
das células durante a formação do bebê ainda quando é um feto.
Apesar de muito se falar
sobre o assunto, ainda há pessoas que persistem em achar que isso é contagioso,
ou pior ainda, que uma pessoa que possui a síndrome não pode ter uma vida
normal. Pelo contrario do que ainda muitos pensam, ela não é contagiosa e
qualquer pessoa que tenha, vive normalmente. Essas pessoas vivem em sociedade
como qualquer pessoa, e desenvolvem qualquer atividade, como: trabalhar, estudar,
se divertir, namorar, casar, enfim, são pessoas como qualquer outra.
É de extrema ignorância achar
que essas pessoas devem viver isoladas do mundo. Uma opinião extremamente
ignorante. Pessoas com a síndrome trabalham normalmente, como a atriz Joana
Mocarzel, que interpretou a Clara, na novela Páginas da Vida, da rede Globo.
Diversas outras pessoas como Joana vivem em sociedade e buscam o que qualquer
outra pessoa quer: ser feliz.
Julgar as pessoas pela aparência é
não querer olhar para si mesmo, pois todos nós somos diferentes. Até mesmo as
pétalas de uma rosa que parece serem idênticas, se olhada mais de perto, notar-se-á
suas diferenças; ou uma pétala está maior que a outra, ou talvez esteja com a
cor mais clara que as demais.
Ninguém é igual a ninguém, somos
diferentes e é está diferença que faz cada um de nós especiais. Cada um tem um
dom, um carisma, um jeito de falar, de andar...um jeito de ser.
Quando olhei todas aquelas
crianças da Apae felizes e alegres pelo fato de estarem vendo pela primeira vez
uma peça de teatro, meu coração encheu de tamanha alegria, pois pude perceber
em cada olhar uma felicidade sincera e que foi capaz de contagiar a todos que
estavam ali. Não pude explicar, mas apenas sentir. E ao final da peça, quando
recebi o abraço de uma delas, meu coração se encheu mais de alegria. Percebi
naquele exato momento que seja qual for a nossa diferença, quando se ama,
quando se busca a felicidade, tornamos iguais, e seja qual for o nosso
problema, seremos sempre iguais. Tornamos iguais no amor eterno que sentimos
pela outra pessoa, e pela felicidade que sempre buscamos.
Vivermos em pleno século XXI achando
que aqueles que possuem a síndrome de down são diferentes, é andar no
retrocesso. É querer voltar em uma época em que nem água encanada tinha nas
casas. É ser uma pessoa pequena. Pequena na ignorância e pequena mais ainda por
possuir o preconceito.
Não deve ser apenas no
dia 21 de março a ser lembrado como o Dia Internacional da Síndrome de Down,
mas em todos os outros dias do ano. Deve ser lembrado que há pessoas que apesar
de terem uma síndrome, são iguais, e que certamente tem muito a nos ensinar,
principalmente no amor que estas pessoas são capazes de transmitir. Ser
diferente é ser igual.
Texto
publicado no Jornal da Manhã em 01/04/2012- Coluna Vida Urbana
sábado, 17 de novembro de 2012
Um conto moderno
Era uma vez, numa
terra muito mais muito distante, três princesas: a Branca de Neve, a Cinderela
e a Bela Adormecida.
Estas três princesas viviam num
apartamento no subúrbio da cidade grande. Elas estavam cansadas de viver presas
no castelo, então resolveram se unir e mudar para aquele apartamento. Elas
queriam ganhar a independência.
Branca de Neve tinha deixado à casa dos
sete anões e agora trabalhava como caixa em uma rede de supermercado. A
Cinderela havia cansado de ter que ficar limpando a casa de sua madrasta e
agora trabalhava como gerente administrativo em um hotel, e por fim a Bela
Adormecida. Ela havia se tornado uma promotora de eventos.
As três princesas agora trabalhavam e
tinham seu próprio emprego. Ganhavam seu próprio salário e não dependiam de
mais ninguém para sustentá-las. Agora faziam tudo sozinhas.
E os príncipes onde estão nesta
história?
Bem, eles tinham ido procurá-las, mas
elas não ligaram muito para eles. Justamente naquele dia, a Branca de Neve havia
conhecido um moço pela internet e marcaram de se encontrar em um barzinho da
cidade. Esse moço da internet havia levado dois amigos para fazer companhia
para a Cinderela e para Bela Adormecida. Os príncipes ficaram tristes, pois
pensavam que iam impressionar as princesas com seus cavalos brancos, mas pelo
contrario, as princesas ficaram encantadas como o carro importado do amigo da
internet da Branca de Neve.
Como quem acaba de perder uma disputa,
os príncipes foram embora na esperança de encontrar outras princesas que
gostassem deles.
Apesar de terem que enfrentar horas de
congestionamento no trânsito todos os dias quando iam para o trabalho, as
princesas estavam felizes em ter seus próprios empregos, mas uma coisa acabava
as deixando extremamente tristes e chateadas, era que um de seus vizinhos,
todos os dias pela manhã jogava o lixo de sua casa em um rio que ficava ali
perto. As princesas haviam diversas vezes conversado com ele a respeito disso,
mas ele nunca as escutava, até que um dia o seu pensamento mudou, pois deu uma
chuva muito forte causando uma grande enchente. Com essa enchente o carro desse
vizinho das princesas ficou todo destruído. Depois desse dia ele nunca mais
jogou lixo naquele rio e nem em outro lugar que não fosse o lixo.
As princesas deixaram de lado a vida no
castelo para ganhar a própria independência. Ganhavam o próprio dinheiro e
tinham os seus próprios empregos. Enfrentavam horas de congestionamento a fim
de chegar a seus trabalhos.
Sofriam com a enchente quando os rios
enchiam de mais devido a lixos jogado nele. Ficavam tristes em saber que aos
poucos a natureza estava sendo destruída. Deixaram para trás o reino encantado
e a cada dia tinham que enfrentar os problemas diários que a vida moderna
reservava.
Por Joyce Silva
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Deficiência
Não é porque estava na cadeira de
rodas que iria parar de viver. Iria ter que se adaptar a sua nova situação, mas
nada impossível, afinal, o ser humano é capaz de se adaptar a qualquer
situação. Claro que no começo iria sofrer preconceitos, dificuldades, mas com o
tempo, com as suas “novas pernas”, poderia fazer tudo que quisesse. Já tinha
ouvido diversas histórias de pessoas, que apesar das dificuldades encontradas,
nunca desistiram de continuar na busca de seus sonhos.
Mas foi também nessa nova fase de
sua vida, que ele começou a ver quantas dificuldades um cadeirante ter que
enfrentar, primeiramente pelo fato de que muitas ruas e calçadas não estão
adaptadas para isso.
Num dia desses, quando tentava
atravessar uma rua, um carro estava estacionado em frente a uma rampa de acesso
para cadeirantes. Naquele momento lembrou-se de quantas vezes já havia feito aquilo
antes. Pensou em xingar, mas percebeu que não valia a pena, afinal, aquele
motorista não tinha a noção da tamanha dificuldade que estacionar ali podia
causar para um cadeirante, então fez melhor, colocou um bilhetinho no carro,
dizendo ao motorista que ele tinha estacionado em um lugar errado, e que aquela
atitude atrapalhou muito um cadeirante, e que aquilo não poderia mais
acontecer. Talvez o dono do carro iria aceitar o fato de que estava errado, ou
não. Mas isso Mané não poderia saber.
Outra dificuldade que Mané estava
enfrentando, era quando tentava pegar um ônibus para ir para a faculdade.
Infelizmente não há muitos ônibus que permitem acesso das cadeiras, e o jeito é
ficar horas e horas no ponto de ônibus esperando algum adaptado para isso.
E é assim, infelizmente os
cadeirantes sofrem pela falta de recursos que lhe são necessários para poder
transitar tranquilamente pelas ruas da cidade. São calçadas cheias de buracos
que impedem a passagem das cadeiras, falta de rampas, falta de meios de
transportes adaptados, e principalmente as pessoas. Sim, muitos ainda se esquecem
de que o fato de uma pessoa estar numa cadeira de rodas não quer dizer que ele
é um invalido. Ainda há pessoas preconceituosas e que não estão nem ai. Pessoas
fracas de espírito.
Assim como Mané, milhares de pessoas
cadeirantes sofrem com a falta de adaptação nas vias de acesso. E o que
fazemos? Estacionamos em frente de rampas, não estendemos as mãos quando sentem
dificuldades ao transitar pelas ruas, muitas vezes fingimos que não é conosco.
Será que são realmente essas pessoas que possuem alguma deficiência? Deficiente
somos nós que achamos que não é com a gente, e que nos preocupamos apenas como
o nosso umbigo. Deficiente somos nós que somos preconceituosos. Deficiente
somos nós que negamos ajuda. Deficiente somos nós que nos esquecemos do
próximo. Deficiente somos nós...
Por:
Joyce Silva
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Seu Zé e o garotão
Foi
numa dessas eleições que seu Zé resolveu se candidatar para vereador. Como
fazia mais de trinta anos que ele morava na cidade, conhecia cada canto dela e
as necessidades de cada bairro.
Sempre que tinha um tempo livre, procurava
ir visitar os bairros e como gostava de conversar, sempre acabava sabendo o que
as pessoas estavam precisando. Seu Zé sempre achou importante conhecer bem a
cidade onde morava, acreditava que era dai que se podia ajudar quem precisava.
Mas foi também neste mesmo período que
um outro candidato começou a chamar a atenção do seu Zé. Um candidato bem mais novo que ele, tanto na
idade, quanto no tempo de vivencia na cidade. Um garotão. Sempre bem arrumado,
começou a fazer sua campanha tentando conquistar a mulherada. Um sorrisinho
aqui, um beijinho ali, assim era a campanha desse político, e seu Zé começou a
desconfiar. Não pelo fato dele ser mais novo, mas sim pelas suas atitudes.
Apesar de sua simplicidade, seu Zé
entendia a linguagem do povo, sabia que as pessoas não queriam apenas palavras
e promessas bonitas, mas sim atitudes. Seu Zé sabia que as pessoas queriam ver resultados.
Que promessas eram ouvidas em todas as eleições, e que atitude mesmo, eram
poucas.
Mas voltando ao nosso político garotão,
seu Zé desconfiado começou a observar suas promessas e as atitudes que aquele
candidato estava tendo, e percebeu que não era nada de diferente de muitos
outros políticos. Promessas que muitas ficariam apenas no papel e perdidas ao
vento. Eram promessas que eram ouvidas em todas as eleições. Aquele garotão não
estava se candidatando porque queria ajudar a cidade, aquele garotão estava se
candidatando porque queria conquistar estatus. Aquele garotão queria ser
vereador porque achava legal. Puro engano. Seu Zé não, ele pensava diferente;
ele não ficava enchendo seu discurso de promessas, ele queria apenas atitude.
Sabia que ser um representante do povo é coisa seria, e que não é brincadeira,
é o interesse da população que está em jogo e por isso, seu Zé sabia o tamanho
da responsabilidade que estava assumindo ao querer se tornar um vereador.
- Não vou ficar aqui fazendo várias
promessas e depois não poder cumprir nenhuma delas, conheço bem essa cidade e
acredito que só é possível melhorá-la se sabermos quais são os seus verdadeiros
problemas, pois bem, não quero fazer promessas, quero mostrar a todos vocês
atitude. E era assim as palavras de seu Zé para conquistar seus eleitores. Seu
Zé amava muito aquela cidade, e queria vê-la melhorar, crescer, desenvolver.
Seu Zé não queria fazer promessas, ele queria fazer ação. Seu Zé queria mudar
os rumos da cidade, mas mudar para melhor.
Sem carro de som para fazer a sua
propaganda eleitoral, e sem entrega de “santinhos”, seu Zé fez sua campanha
através do boca a boca. Acreditava que era muito dinheiro jogado fora, além de
grande desperdício de papel. A cidade ficava suja e ainda prejudicava o meio
ambiente. Seu Zé queria que as pessoas votassem nele porque acreditava no
trabalho que ia desenvolver, sempre no intuito de ajudar no desenvolvimento da
cidade. Seu Zé e o garotão, dois políticos com características diferentes, mas
apenas uma certeza: apenas um deles é que queria realmente ajudar a população.
Por:
Joyce Silva
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